outubro, 2008 Archives

30
out

George MacDonald

by mauro in Uncategorized

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Dias disto e daquilo são as coisas mais aborrecidas que a estupidez humana já inventou, sobretudo quando não implicam em feriado. Além dos dias abjetos por definição – como o dia do contador, ou o dia da secretária – há aqueles simplesmente ridículos, que não servem sequer para bajular alguém, alguma catchigoria. Dia da árvore, por exemplo. E sobretudo o dia do livro.

Lembro até hoje – e garanto que faz muito tempo – do meu irmão mais velho, já gordinho aos oito ou nove anos, espremido numa amarela fantasia de livro, num jogral na quadra do colégio de padres agostinianos em que éramos diariamente torturados. A sua aflição, pelo aperto das capas madeirite e pela vergonha insuperável que passava, era quase sólida, de tão visível. Ele nunca mais viraria a página.

Tudo para quê, meu D_us? Para fazer alguém ler um livro? Você teria vontade de ler um livro vendo um gordinho ensanduichado em madeirite, e gaguejando um trecho, sei lá, do Monteiro Lobato? Eu garanto que não tive – e devo ter ficado longe dos livros, que tanto incomodavam meu irmão, por um bom tempo (italianos somos assim. Mexa com a nossa famiglia e rá!, vendetta).

Mas sempre há os “apaixonados por livros”, os que lêem muito, porque “lendo se viaja sem sair do lugar” (menos quando é no avião, né, coió). São os que lêem por hobby. São os que têm hobby. São os que acham bonitinho fantasiar crianças, para que elas aprendam como é divertido ler.

Mas não vim aqui hoje para dizer isso (honestamente, nem sei por que disse). Vim para dizer que os pais, em geral, sem distinção da raça, cor ou sexo (de credo, com: especialmente os católicos) devem ler A Princesa e o Goblin , the “most real, the most realistic, in the exact sense of the phrase, the most lifelike of any story I have ever read”, como disse ninguém mais, ninguém menos, que o Chesterton. E não foi só ele: C. S. Lewis confessou: “I have never concealed the fact that I regarded him as my master; indeed I fancy I have never written a book in which I did not quote from him.”

E se não te basta, ó exigente leitor, ele e uma de suas filhas (das dele, não das suas, sei lá se você tem filhas) foram fotografados pelo Lewis Carroll (aí em cima). O que não prova absolutamente nada, mas é bacana.

Convencido? Apague a luz do quarto, deixe uma fresta apenas para permitir que você enxergue o que está lendo (se você é fanho, ou porta petista sigmatismo, peça para alguém ler; não estrague tudo, sacripanta). Em dois ou três capítulos, você consegue, nos seus filhos, o efeito que nem três mil gordinhos encapados conseguiriam.

17
out

Quase esqueci.

by mauro in Uncategorized

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Onde farei leitura de cartas.*