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El Rey.



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novembro 12, 2007
El Rey.

Poucas vezes desço desta minha olímpica ignorância para comentar os mundanos assuntos da política. Mas estava aqui passeando distraído, braços às costas, quando tropecei no Zapatero dando uma descompostura naquele bestalhão, e despenquei morro abaixo.

El Pressidente diz, mais ou menos, o que se diz a uma criança: ó, podemos discordar uns dos outros, mas vamos manter o respeito às pessoas atrás das idéias, tá? Viu senhóra Pressidenta – queria que fosse uma regra aqui: podemos falar mal das idéias, mas não das pessoas, né? É meio-chato, e tal.

Ouvir a elegante descompostura, passada com segurança paternal, dá o gostinho de ver o gorducho ficar meio sem-graça. Mas é só isso.

Bacana mesmo é el Rey, já velho e parecendo o Havelange. Primeiro faz uma imitação primorosa do Nokia Tune (percebam, é bastante sutil: 1min37, ou -4min44, do vídeo). Creio que tentou enganar o Venezuelanão, fingindo que seu celular tocava, para que ele ficasse um pouco quieto. Como não funcionou - o celular do Chavez devia estar no vibracall - mandou calar a boca, mesmo, como bom el Rey que é.

O Zapatero, se fosse homem, falava "é issaí, calada sua besta sub-equatoriana", sem ficar explicando as obviedades da civilização muderna. Isso sem contar que, ao menos de vez em quando, devemos sim falar mal das pessoas, sobretudo quando são imbecis, quando são tão lombrosianamente imbecis, quanto o paspalhão da pequena Veneza.

E, já que estou aqui embaixo, dou mais um conselho: quando você começar a falar mal do Chávez e alguém concordar, balançando a cabeça demais e dizendo que o Chaves de fato é tão isto ou aquilo quanto o Bãsh, sigam o ejemplo de el Rey, imitem um Nokia e, se falhar, soltem em bom espanõl “¿por qué no te callas?”. E caiam fuera.