Histórias do Tarô.
Idle Thoghts of a Busy Fellow.
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Encantada, encantada.

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Pincesa?

Firme no meu propósito de conferir todos os lançamentos condizentes com este meu QI imberbe, preparei-me para desfalecer diante da tela de projeção da “Encantada”. Como previa, os melhores momentos do filme já estavam no trailer – acho uma sacanáj sem tamanho essa onda de botar no trailer o best of, dando a entender que no filme tem mais e melhor, quando não tem. Deviam fazer mais como fizeram no trailer d’“Os Incríveis”, que é ótemo, e a cena dele não tem no filme – sendo que o filme também é sehr gut, sisseñor.

Mas enfim.

O que ia dizer é que a “Encantada” nos põe, homens de certa lassidão física e que não mais ostentam os primores e os cabelos da beleza juvenil, em delicada situação.

Há uma certa guinada no que diz respeito às moçoilas: o filme não é daqueles que defendem molheres independentes e liberadas, pura e simplesmente, em contraposição (ó!) às amélias que esperam, cândidas, os seus píncipis. Não: sugere-se que uma coisa não elimina a outra: você, molher, pode ser emancipada e bacaninha e, ainda assim, abocanhar (epa, opa) o seu píncipe.

Mas há maldade, há maldade: as pincesas – a Encantada e a namorada do mocinho – são feiosinhas. Tá, feiosinhas não. Mas esquisitildas, isso são. Podiam escolher uma Julia R., uma Gwyneth P. – mas botaram duas moçoilas esdrúxulas.

Já os rapagões, esses são – tive o desprazer de confirmar o fato com a Dona D. – bonitões de primeiro time. Um, o mocinho, é insosso e bocó. E o píncipe coisa-em-si é um coió. São, embora morenos, loiros-burros. Ou, para usar a linguagem dos anos cê-senta, bijetos sexuais.

Por isso, meu caro co-píncipe, recomendo dieta e bidominais a granel. Mesmo que defendas teses obscuras sobre a literatura russa no pós-revolução, ou que garantas bravamente o sustento da ninhada, sem barriga tanquinho, elas não ficam mais encantadas.