Histórias do Tarô.
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Roncorium.

lojamagicadebrinquedos_1.jpg
Hebe se prepara para o selinho de Edinanci.


Não sei se é a idade, que avança, se é o estresse da vida muderna aliado à minha aversão por Cynar, ou se é falta de horas de sono mesmo – mas tenho sido flagrado roncando em lugares nunca antes neste País tidos como propícios para a entrega à Morfeu. Hoje de manhã, por exemplo, tirei largos cochilos na cadeira do dentista enquanto ele – supostamente – fazia-me um tratamento de canal. Babei tanto que nem o sugador dava conta, como me confidenciou, rindo atrás da máscara, a assistente do dotô.

Noutro fim de semana, fui ver a Loja Mágica de Brinquedos, ou Incrível Loja de Mágicas, ou a Fantástica Fábrica de Brinquedos Mágicos, ou sei lá. É um filme com o Dustin H. encarnando a Hebe C..

Os quinze primeiros minutos são absolutamente lastimáveis. Já era bem ruim ver a Natalie P. fazendo o papel de Edinanci e o Dustin H. como uma bichinha boba, velha e de mau-gosto. Mas aí vem a história – a Hebe tem uns 243 anos e sua Loja Mágica vende - a-há! – brinquedos mágicos, como um móbile de peixes vivos (e o futum, no quarto do bebê? E os cocôs dos peixes?). Ele comprou uma cacetada de sapatos na Toscana, em 1800 e alguma coisa, e agora está no seu último par, querendo morrer por falta de sapatos e passar a loja para a Ângela R.-R., que não quer receber, não, mas não se entende porquê. Ela é uma ex-menina-prodígio do piano, que tem uma música inacabada, cujos acordes dedilha nos assentos dos bancos de ônibus e sabe-se-lá mais onde, enquanto mira o horizonte infinito.

Como vai encerrar a loja, a Hebe contrata um contador que – a-há de novo! – é bobalhão e realista. A loja sente que a Hebe vai morrer e começa a ficar cinza, e eu também, a ponto de roncar escandalosamente no Multiplex. Acordei nos letreiros, junto com meus filhos, que passavam os pequenos pulsos sobre as pequenas bocas babadinhas. Só a Dona Diacrônico, que não dorme em hora errada, saberá explicar como eles levaram o filme inteiro para acabar justamente como começou.

O tratamento de canal, honestamente, foi mais confortável - se for assitir, recomendo uma anestesia, antes. Peridural.