abr
Quintas-feiras são assim.
by mauro in Uncategorized
Há quatro anos, eu saí de casa cedo e minha filha, de quatro anos, que eu levava para a escola, passou o caminho todo ganindo por um cachorro. Eu não queria um cachorro, e não queria a tal ponto que inaugurei um blog, para dizer: “eu não vou comprar cachorro nenhum”.Hoje, saí voando do escritório, encontrei a patroa e apresentamos a Mary P. às crianças.Tudo bem – era uma questão circunstancial, não de princípios. E sem cachorro, não há família. Só vale a pena ser um estereótipo, quando se o é por completo.

mar
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Pasta.
by mauro in Uncategorized
Wanna a piece of me?
Já subi neste mesmo caixote, antes, para vociferar contra a interferência do Ministério Pub’s na venda de brinquedinhos macdonaldianos.
Não funcionou, naturalmente, e os McDs, hoje são obrigados a vender as porcarias dos brinquedinhos separados do sanduíche (lanche é a mãe), para os pápis e a mômis* que não controlam os chiliquinhos de seus rebentos (rebento é a palavra certa, em muitos casos, senão na maioria deles).
Mas como nestas plagas (plagas ou chagas, hein?) o ruim é inimigo do péssimo, os endiabrados Promoters de Justiça, decerto certos de que os McDs são freqüentados, grosso modo, pela plebe ignara, que não sabe cuidar de si mesma e está sujeita a fazer um super-size-me pela vida inteira, e entupir suas veias e os consultórios dos endócrinos da Unimed pelo Brasil afora, os Promoters, então, como eu dizia, decidiram que é melhor proibir de uma vez a venda de brinquedinhos com o sanduíche e pronto, seus coió.
E vão mais longe, claro, porque o péssimo é inimigo do ridículo, e juram que vão impedir os ovos de Páscoa de virem com brinquedinho**. Já há planos, embora não tenham sido revelados, de obrigar os produtores de cenoura e brócoli*** a entregarem seus produtos acompanhados de Max-istius ou Barbs, conforme a opção sexual do petiz.
Não, sério, a atitude é bastante varonil e necessária, aqui, onde ninguém sabe direito o que enfia na boca, nem para quê. Só acho que há preconceito em se tentar proteger apenas os componentes da plebe rude – a elite branca paulista, embora malvadigna, também carece de proteção.
A questã é que os menus dos restaurant’s meio-carinhos da urbe**** incluem, às vezes, um menu infantil, que invariavelmente contém batata smiles, macarrão com molho branco ou ao sugo, e nãguétis. Mas, ora, querem assim acabar com a saúde da elitizinha branquinha paulistinha malvadigna! É ora de agir, Promoters! Peço que incluam na sua quixotesca, dantesca, francesca, momesca batalha contra a obesidade infantil e os brinquedins de araque, a probição de macarrão no nos kid’s menus. Pelo menos o com molho branco, vai. E tenho dito.
__________________________________* Acentuação conforme a Reforma Ortopédica de 2009.** Kinderovos e bengalas de jujuba, beware!*** Plural em latim, de broculae, conforme a Reforma Otomana de 12 a.C..**** Os bens carões, não.
fev
Carnaval.
by mauro in Uncategorized

Muito me irrita que pensem que eu não me entregaria, em epicurista exceção, às delícias momescas. Só eu de fora? Na-na-ni-na-não. Rio & Carnaval, é só o que há. Clique na musiquinha; squindô-lê-lê and all that sort of things.
fev
jan
A chance in a million!
by mauro in Uncategorized
Só os melhores blogueiros(1) teriam coragem não só de se mostrar em público, mas também de pôr a nu as suas idéias sobre a nudez. Inesquecível, mesmo, é a personificação da Scarlett J., pelo Pedro 7 – que depois confessou ter comparecido a um evento lésbico (2). Não pensei que viveria para ver e ouvir isso.
E notem: mesmo para papos-de-boteco(3), Apostos escolhem livrarias. No próximo episódio, futebór na biblioteca(4).
________(1) ou os mais senvergogna, né.(2) sic, tijuro.(3) papos-de-boteco no melhor sentido da palavra, mind you.(4) ler DFW provoca excesso de notas-de-rodapé.
jan
Misantropia.
by mauro in Uncategorized
Não sei se é apatia, ou costume, ou indiferença – mas ver um brasileiro berrando alegremente nos corredores dos malls da Flórida, como se estivesse num churrasco-na-chácara-do-sogro, já não me faz tão mal. Também já não me chateio quando me perguntam donde venho, e digo “Brazil”, e ouço “Brazil-party-y-yeah!”.
Acho que finalmente ampliei para todos os povos essa vergonha pelo outro, que no fundo é vergonha de ver nas babuínicas atitudes dos seus semelhantes um pouco da sua própria macaquice.
Efetiva misantropia talvez seja isso – passa-se, primeiro, da vergonha de ser brasileiro, para a vergonha de ser humano.
O próximo passo nessa evolução anti-social talvez seja ruborizar quando um cachorro cheirar o fiofó do outro. O que, afinal, não será muito diferente de sentir vergonha de ser brasileiro.
dez
Nada Tema, Trema.
by mauro in Uncategorized

O fato é que o cidadão por trás deste blog, acometido de patriótica preguiça mental, nega-se a acolher as mudanças implementadas por decreto, sem nenhuma razão saudável, na Língua Mãe.
Aqui, ainda, a trema encontrará ninho sobre os us, os hífens continuarão a ser o mistério de sempre, os circunflexos seguirão protegendo as vogais duplas e os ditongos paroxítonos continuarão a portar as agudas marcas de sua abertura.
Cinquenta nunca, infrassom jamais!
dez
Babbo, pietà, pietà.
by mauro in Uncategorized
Esperava uma oportunidade para emoldurar este clipe do Andre R. (para quem muitos torcem a elitista napa, mas eu acho mui confortavelmente familiar). Dizem que o truque está na edição; na lágrima que aquele senhor discretamente afasta, aos 5:17. Mas eu duvido.
A moça que canta chama-se Carmen Monarcha e incidentalmente é conterrânea sua, tupiniquim leitor – o que, se não lhe enche de patriótico orgulho, ao menos serve como exceção para as moças que só fazem sucesso quando ungidas em abundância.
A ariazinha é do Giacomo P. que, também incidentalmente, faria, hoje, exatos cento e cinqüenta anos.
Abaixo, a letra, para cantar no chuveiro. Enjoy.



